No Dia Nacional de Combate ao fumo, especialista alerta sobre os malefícios do tabaco

Segundo o INCA, o cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão
Entre os casos diagnosticados de câncer de pulmão no Brasil, 90% tem o fumo como principal fator causador da doença. Além desse tipo de câncer, o tabagismo pode causar cerca de outros 50 problemas de saúde como infarto, enfisema pulmonar, câncer de laringe e traqueia, impotência, infertilidade nas mulheres, entre outras.
Embora o número de fumantes tenha diminuído no Brasil nos últimos 25 anos – de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres, segundo pesquisa da revista inglesa especializada em saúde, The Lancet – mais de 250 mil pessoas morrem no país a cada ano em decorrência do fumo.
Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de morte evitável no planeta, o tabagismo é alvo de diversas campanhas como o Dia Nacional do Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto (terça-feira) desde 1986.
“O câncer de pulmão é o segundo tipo de câncer com maior incidência nos homens e o quarto nas mulheres brasileiras e o hábito de fumar está diretamente ligado a essa patologia e muitas outras. E os riscos não são apenas para quem fuma, mas também para quem convive de perto com a fumaça dos cigarros”, detalha o cancerologista Flavio Isaias Rodrigues, diretor clínico do Centro Oncológico Mogi das Cruzes.
O médico destaca ainda que sintomas comuns ao câncer de pulmão como tosse, falta de ar e rouquidão também são sintomas de outras diversas doenças menos graves ligadas ao tabagismo, impedindo o diagnóstico precoce da doença.
“A tosse é um alerta para várias doenças, por isso, além de parar de fumar, é muito importante que as pessoas façam visitas regulares ao médico e realizem os exames preventivos solicitados”, afirma.
Quando se preocupar com a tosse?
Embora a tosse seja uma reação natural do corpo para ajudar a expulsar secreções ou agentes irritantes das vias respiratórias, é preciso ficar atento a evolução da doença. E sempre evitar a automedicação.
A tosse merece atenção maior quando persiste por mais de 14 dias; é incessante e exaustiva; quando é aguda e forte, persistindo após engasgo; quando acompanhada de queimação no estômago. E também quando além da tosse a pessoas tem febre e sintomas como dificuldade para respirar, dor no corpo, dor de cabeça ou prostação. Ou ainda quando incide em bebês com menos de um ano de idade, especialmente nos menores de três meses.

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